É faculdade inerente à própria vida e, com todas as suas deficiências e grandezas, acertos e desacertos, são qual o dom da visão comum, peculiar a todas as criaturas. Como instrumentação da vida, surge em toda a parte. O lavrador é o médium da colheita, a planta é o médium da frutificação e a flor é o médium do perfume. Em todos os lugares, damos e recebemos, filtrando os recursos que nos cercam e moldando-lhes a manifestação, segundo as nossas possibilidades.
Desse modo, possuímos no artífice o médium de preciosas utilidades, no escultor o médium da obra-prima, nos varredores das vias públicas valiosos médiuns da limpeza, no juiz o médium das leis. Todos os homens em suas atividades, profissões e associações são instrumentos das forças a que se devotam, atraindo os elementos invisíveis que os rodeiam, conforme a natureza dos sentimentos e idéias de que se nutrem.O homem e a mulher, abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho, honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a harmonia universal, nele se transformam em médiuns da própria vida, responsabilizando-se pela materialização, ao longo prazo, dos amigos e dos adversários de ontem, convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos. Além do lar, será difícil identificar uma região onde a mediunidade seja mais espontânea e mais pura...
Kardec define:
MEDIUNIDADE: Faculdade dos médiuns.
MÉDIUNS : (do latim - médium, meio, intermediário) pessoa que pode servir de intermediária entre os dois planos da vida, ou seja , entre os ESPÍRITOS e os HOMENS (3)
Segundo André Luiz, mediunidade é o atributo de homem encarnado, para corresponder-se com o homem liberado do corpo físico.
Referências:
Evolução em Dois Mundos - André Luiz - Francisco Cândido Xavier
Nos Domínios da Mediunidade - André Luiz - Francisco Cândido Xavier